As perguntas que Jesus fez aos discípulos, e hoje também a nós, dominam a liturgia deste domingo: “Quem dizem as multidões…” e “Quem dizeis vós que Eu sou?” Jesus não confunde as questões, não parece interessado naquilo que a gente diz, nem pretende assentar a pregação em estudos de opinião…
A resposta é pessoal. Não valem as fórmulas decoradas ou ressonâncias de pensamentos alheios. Não servem estudos, leituras ou catecismos, para a resposta sempre aberta, inacabada, a dar por cada um, condicionado pelas suas circunstâncias.
Cristo não é o que pensam ou dizem dele, nem mesmo o que dele digo, mas do que dele vivo: “Quem sou Eu para ti?” Esta é a questão que se torna ainda mais actual ao reentrarmos no Tempo Comum, em que nos é indicada, desde logo, a condição para ser discípulo de Jesus: “Se alguém quiser vir comigo, tome a sua cruz todos os dias…”
A linguagem é estranha e o convite não é simpático, mas, longe de ser apelo à resignação e exaltação do sofrimento, é alerta vigoroso para as dificuldades, momentos de desânimo e tentações de desistência, normais nas grandes aventuras. E a de seguir Jesus, sendo de todas a Maior, é a que traz mais alegria e dá felicidade.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1785 (XII Domingo do Tempo Comum – Ano C)
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