“Meu Senhor e meu Deus” !

A semana da Paixão do Senhor foi intensa e dramática. Houve de tudo, e, oito dias passados, as marcas eram ainda bem visíveis.
O sepulcro vazio, apesar do testemunho jubiloso de algumas mulheres, mergulhou na perplexidade uns e na incredulidade outros, e em todos provocou uma grande insegurança, a ponto de se barricarem em casa, com medo dos judeus.
As mulheres, essas não se cansavam de dizer que tinham visto o Mestre e Amigo, agora Ressuscitado. Mas o seu testemunho nem pelos discípulos era levado a sério.
O tempo também cura, mas ainda não curou o suficiente para encher de paz e de alegria o coração de todos os discípulos. Tomé era o mais resistente.
Oito dias depois de o sepulcro ter sido encontrado vazio, Jesus vem de novo, estando as portas fechadas, e desta vez todos estavam presentes. No seu rosto não há queixumes, acusações, sermões ou castigos, apenas luz, serenidade e paz. E depois de breve saudação, sem perder tempo, dirigindo-se a Tomé, convida-o a tocar as chagas, como que a dizer: Eu sou o CRUCIFICADO E RESSUSCITADO que conheceste. E Tomé rende-se, com a bela Profissão de Fé: “Meu Senhor e meu Deus”.
Não sabemos se tocou ou não o corpo de Jesus, mas, passando da incredulidade ao êxtase, Tomé tornou-se luz e conforto para as nossas dúvidas e exemplo para os discípulos de todos os tempos.


P. Fausto

in Diálogo n.º 1777 (Domingo II da Páscoa – Ano C)

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