A vitória da Cruz

“Estamos aqui reunidos para darmos início à celebração do mistério pascal do Senhor, isto é, da Sua Paixão e Ressurreição”.
É com estas palavras que se abre a liturgia do Domingo de Ramos e da Paixão e se inicia uma semana em que é difícil ser-se mero espectador.
Semana de contradições, de hossanas e apupos, de mentiras e acusações, de beijos e de traições, de julgamentos e execuções sumárias…
Todos os dramas da humanidade estão presentes nesta semana em que Jesus nos mostra que a cruz se torna verdadeiro pesadelo, se não for levada com amor. É por isso que a contemplamos e adoramos, mesmo sem a compreendermos.
A crueldade, os gritos, os gemidos, as lágrimas… e a própria morte, podem parecer uma derrota, mas, se estivermos unidos ao Crucificado, temos o poder, mesmo sem o sabermos, de fazer estremecer a pedra que fecha cada um dos sepulcros, por maior que seja, como na manhã radiosa, no primeiro dia da semana, em Jerusalém.
Que nos sirva de inspiração, para vivermos este tempo, o que escreve Pascal: “o que me leva a crer é a cruz, mas aquilo em que acredito é a vitória da Cruz: A RESSURREIÇÃO”.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1775 (Domingo de Ramos na Paixão do Senhor – Ano C)

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