Deus, sempre à espera !

Estamos quase no meio da Quaresma e a liturgia recorda-nos a necessidade de conversão, como condição para nos abrirmos a Jesus Cristo e para vivermos a Páscoa. A confirmar tudo isto, a palavra de Cristo do Evangelho de hoje reveste-se de especial vigor: “se não vos converterdes, morrereis”.
Conversão a Deus e conversão aos irmãos. Começando tudo dentro de nós, é trabalho de todo o ano, mas especialmente da quaresma.
Quantas vezes pensamos que Deus é um juíz, sempre à espreita para condenar, castigar ou vingar-se? Quantas vezes se diz “que mal fiz eu a Deus para merecer isto? Face à injustiça, violência e guerras … onde está Deus, que permite tais coisas?”
Enfim, em situações de conflito e sofrimento pessoal ou colectivo, Deus, mesmo que nos pareça em silêncio e distante, não deixa de estar atento e sempre ao nosso lado. Caminha e sofre connosco. Esta é realidade de que às vezes duvidamos tanto! Apesar de tudo, Deus, infinitamente paciente, lento para a ira e rico em misericórdia, está sempre à espera de frutos de arrependimento. A nossa conversão passa por acolher este Deus, revelado, hoje, por Jesus Cristo, na parábola da figueira.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1772 (Domingo III da Quaresma – Ano C)

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