Os ouvintes continuam numerosos e atentos ao discurso de Jesus. Nem dão pelo tempo a passar!
O Evangelho de hoje, no seguimento das bem-aventuranças, constitui uma das páginas mais belas, e também mais exigentes e difíceis, da mensagem do Mestre, ao levantar ao máximo a fasquia da misericórdia.
Jesus sabe que é difícil, mas nem por isso deixa de apontar a cada um de nós este ideal, que passa por amar e fazer bem mesmo aos que nos fazem mal, suportar serenamente as injúrias e esquecer as ofensas… E tudo de cara alegre. Sim, porque a caridade não pode ser praticada com olhar pesaroso e triste.
Esta página do Evangelho constitui para os cristãos um programa de vida, tanto mais difícil quanto mais à nossa volta o egoísmo, a ambição e a vingança prevalecem sobre a compaixão e o perdão. Jesus sabe disto, repito, mas, ao apontar para o infinito Amor do Pai, que é Bom e Misericordioso, mesmo para os maus, desafia-nos a um santo e sadio inconformismo, confiantes sempre, apesar da nossa pequenez e miséria, na grandeza e magnanimidade do Seu Amor.
P. Fausto
in Diálogo nº 1768 (Domingo VII do Tempo Comum – Ano C)
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