Jesus mostra, desde o princípio, que não se deixa prender pela fama ou desanimar pela critica, não procura arruadas nem se deixa levar por sondagens.
Isto mesmo acontece na sua primeira visita a Nazaré, onde, na sinagoga, expõe o seu programa de vida e assume pessoalmente a realização de todas as profecias messiânicas.
Bem cedo Jesus aprende quão fácil é passar da admiração à crítica e do acolhimento à agressão! Nazaré é a prova. Com efeito, todos O ouviam, mas o que pediam verdadeiramente é que fizesse na sua terra o que fizera nas outras, sob pena de não passar de retórica piedosa a Boa Nova de Alegria, de Libertação e de Paz, proclamada como ninguém até então, e já anunciada por Isaías.
“Nenhum profeta é bem recebido na sua terra”, responde Jesus às pretensões dos seus conterrâneos, que não querem ver nEle senão o filho de José, o carpinteiro, com mãos bem calejadas pelo trabalho e sem qualquer pergaminho familiar sócio-religioso que o recomendasse.
Também nós, muitas vezes, como então os de Nazaré, queremos um Deus de milagres, um Deus que se imponha pelo poder e castigue quem prevarica, um Deus que nos facilite a vida e nos dispense do esforço da busca. E este não é o Deus anunciado por Jesus Cristo.
P. Fausto
in Diálogo nº.1765 (IV Domingo do Tempo Comum – Ano C)
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