Em maré de eleições todos os partidos, com mais ou menos visibilidade, se têm esforçado por passar a sua mensagem e dizer ao que vêm. Aproveitam cada momento para vincar diferenças, realçar lacunas, levantar suspeições uns sobre os outros… Tudo à “caça do voto” no próximo dia 30.
Não foi assim com Jesus ao apresentar solenemente o seu programa numa celebração de sábado, na Sinagoga de Nazaré, em que declara que as profecias messiânicas se cumprem integralmente nEle. Não fala em pecadores, não inventa preceitos, nem acrescenta pesos aos muitos que o povo já carregava. A sua linguagem não é moralista, mas proclamação alegre e vigorosa de uma Boa Nova de Liberdade, de Luz e de Paz da parte de Deus, que tem um Amor preferencial pelos pobres e aflitos.
Com uma mensagem desde o princípio tão luminosa, prenhe de paz, justiça e liberdade, não admira que tenha provocado no coração dos ouvintes tão grande fama e respeito. E ainda por cima tudo de graça e sem contrapartidas…
O programa de Jesus continua a ser o da Igreja, cabendo a cada um dos batizados realizá-lo, com ardor, criatividade e ousadia.
P. Fausto
in Diálogo nº 1764 (Domingo III do Tempo Comum – Ano C)
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