“Tu és meu filho…”

Neste Domingo já não vemos o presépio, nem a mensagem dos Céus é a da noite de Natal, porque uma voz no deserto, vigorosa e determinada, aponta para um jovem que na fila dos penitentes aguarda vez para ser “baptizado”: Jesus de Nazaré, filho de Maria e também conhecido por filho do carpinteiro.
Com uma experiência familiar em tudo feliz, começa, por volta dos trinta anos, uma nova etapa do seu projecto de vida e escolhe o deserto para ouvir, como tantos outros, da boca de João Baptista, palavras sábias e apelos fortes à conversão. De nada disto precisava, mas, ao fazê-lo, permitiu-nos ouvir a mais bela e universal das mensagens celestes: “Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência”.
“Cristo não recebeu o Espírito Santo para Si, mas antes para nós em Si, pois é por Ele que recebemos todos os bens, como escreve S. Cirilo de Alexandria” (sec.V).
E que bem maior e notícia mais bela tem o Pai do Céu para nos dar que declarar-nos realmente, em Cristo, no dia do nosso Baptismo, Seus Filhos? Ainda que por adopção nunca deixaremos de ser verdadeiramente filhos, por mais voltas que a vida der, e sempre amados, por maiores que sejam os nossos fracassos.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1762 (Festa do Baptismo do Senhor – Ano C)

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