De novo ao princípio!

  Depois da festa da Epifania, regressamos ao tempo comum do ano litúrgico, que não é, de modo algum, vulgar ou banal, mas tão só um tempo marcado e alimentado pela celebração do domingo, o dia da Páscoa do Senhor, da Ressurreição de Cristo. É o tempo em que seguimos Jesus, nos anos da Sua vida pública, depois do Baptismo, convidados pela figura lúcida, corajosa, humilde e pobre de João Baptista, que não hesita em apontar aos seus discípulos o Cordeiro de Deus, ainda que fique no deserto, sozinho, a pregar às pedras. E que dizer de João e André, discípulos do Baptista? Era apenas a curiosidade que os movia? Não teremos também de aprender deles, a disponibilidade própria de quem não está amarrado a pessoas, ideias ou sistemas e a confiança e abertura ao novo e surpreendente de cada dia? Parecem-me homens de janelas abertas, disponíveis e ávidos do melhor. Não é de estranhar, pois, que o encontro com Jesus, por tão intenso e verdadeiro, não possa ter sido calado, mas antes partilhado de imediato com Pedro. Aprendamos com João Baptista e estes discípulos, para sermos membros cada vez mais activos da “Igreja alegre e sem fronteiras”, que este ano nos propomos experimentar e celebrar. P. Fausto in diálogo 1455 (Domingo II do Tempo Comum – Ano...

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Baptizados e Discípulos

  O tempo corre depressa. Ainda há pouco cantávamos com os Anjos e os pastores a alegria do nascimento do Menino e, hoje, já adulto, assistimos ao Seu baptismo, no rio Jordão, por João, e à apresentação do Seu programa. Com uma irrepreensível e esmerada educação familiar, apetrechado com os segredos da profissão que aprendera do pai e conhecedor profundo das Escrituras Sagradas, Jesus está bem preparado para realizar o que Isaías predissera acerca do Messias. Não perde tempo em anunciar as linhas mestras da Sua mensagem. Exclui, em absoluto, todas as formas de violência e proclama a vida e a dignidade de todos; diz que vai respeitar o caminho e o ritmo de cada um, sem desistir, jamais, mesmo daqueles que são como candeias fumegantes ou frágeis como os caniços, porque merecem todos o mesmo respeito e a todos se sente enviado para anunciar o coração misericordioso de Seu Pai. Não quer outra coisa senão servir, mesmo que isso Lhe custe a vida, e só Se sente bem a fazer a vontade de Deus. O Espírito Santo, que hoje desceu sobre Jesus, no Jordão, em forma de pomba, e O consagrou para a Missão, é o mesmo que, pelo Baptismo, nos torna Filhos de Deus, irmãos em Cristo e continuadores do Seu projecto. Será que todos os baptizados estão convictos da sua dignidade, missão e responsabilidade? P. Fausto in diálogo 1454 (Festa do Baptismo do Senhor – Ano...

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Lições de vida!

    Na solenidade da Epifania, prestes a terminar o tempo de Natal, ainda roucas as nossas vozes pelo canto do Nascimento do Menino, e depois de celebrarmos a Maternidade divina de Maria, a Igreja canta e encanta-se, porque o Menino, adorado hoje pelos Magos, veio para toda a humanidade e a todos oferece e garante um projeto de Fraternidade, de Amor e de Paz. À semelhança dos Magos, que reconheceram no Menino a realeza, o poder e a humanidade de Deus e Lhe ofereceram o que de melhor tinham, cada um de nós também é responsável pelo projeto que o Menino nos vem revelar e para o qual, desde já, nos convida a dar o nosso melhor. Sem o saber, os Magos ensinam-nos que um homem, por mais rico, poderoso e sábio, é maior, quando se assume conscientemente criatura face ao Criador, diante de quem, só de joelhos, se ganha verdadeira dignidade e grandeza; por isso não hesitaram e, prostrados, adoraram o Menino. Tão intenso foi esse encontro que Eles, verdadeiramente renovados, voltaram para as suas terras, com novo ardor e alegria, por outro caminho. Assim também o encontro com Jesus não pode deixar ninguém indiferente, e, como os Magos, havemos de reconhecer que Deus nunca fecha portas e janelas, nem nos coloca em becos sem saída, e, mesmo quando tudo parece desabar, não se vislumbrando sequer um raio de luz, aprenderemos com os Magos a não chorar a estrela escondida ou a esperar que apareça, antes havemos de a procurar, mesmo às apalpadelas, não desistindo da viagem. Se assim for, estamos em boas condições para vivermos a aventura de mais um ano, que Deus, por graça, nos concedeu há dias iniciar. P. Fausto in diálogo 1453 (Solenidade da Epifania do Senhor – Ano...

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