“…Isto é o Meu Corpo”!

A festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo, instituída no século XIII, é a resposta do Povo de Deus às dúvidas de então, sobre a presença real do Senhor nas espécies eucarísticas do pão e do vinho. E, como sempre, graças ao Espírito Santo, a Igreja, no meio de dúvidas e incertezas, mantém-se fiel ao Evangelho, conforme a promessa e a vontade de Jesus! Esta Festa, calendarizada hoje para o domingo a seguir à solenidade da Santíssima Trindade, é, de algum modo, o prolongamento festivo e solene da Missa da Ceia do Senhor, celebrada em Quinta-feira Santa, em que Jesus Se torna para nós ” Pão vivo descido do Céu”, segundo as Suas palavras. O pão, tão caro e comum na alimentação, transformando-se em Eucaristia, é mais um sinal do Amor fiel e apaixonado de Jesus pela humanidade, realizando, uma vez mais, a Sua promessa de estar connosco até ao fim dos tempos. Como não adorar, bendizer e louvar o Senhor, por esta forma tão discreta, familiar e eficaz, de presença no meio do Seu povo? A Igreja, que através dos tempos vem repetindo os gestos e as palavras de Jesus, não se cansa de agradecer este Dom, e hoje, dia da Eucaristia, convida-nos a participar, ainda com maior alegria e solenidade, neste Banquete Sagrado, verdadeiro Mistério da Páscoa de Cristo continuado na Páscoa dos cristãos. P. Fausto in diálogo 1475 (Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – Ano B)...

Learn More

“Um só Deus em três Pessoas”

Terminado o Tempo Pascal, celebramos a solenidade da Santíssima Trindade, mistério fundamental da nossa fé. Foi Jesus quem nos revelou os segredos da vida divina. Falou-nos do Pai que nos ama e nos quer ver felizes e Ele próprio, apresentando-Se como Filho, o enviado do Pai, anunciou e prometeu enviar o Espírito Santo, para continuar a Sua obra. Antes da subida ao céu, Jesus teve palavras que não poderiam ser mais claras: “Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Ide e fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos mandei” e acrescentou algo que em dia algum deveremos esquecer, seja de sofrimento ou alegria, de esperança, desilusão ou nostalgia, de solidão, medo ou angústia…: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”. Apesar da fragilidade das nossas forças, da inconsequência dos nossos projectos e até das nossas dúvidas e hesitações, não precisamos de mais. A assistência permanente do Espírito Santo é âncora que nos firma e defende e a certeza da fidelidade de Jesus Cristo dar-nos-á a confiança, a liberdade e a ousadia, para fazermos hoje o que foi confiado aos apóstolos: testemunhar e proclamar fielmente o Evangelho, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. P. Fausto in diálogo 1474 (Domingo da Santíssima Trindade – Ano...

Learn More

Baptizados num só Espírito!

O Tempo Pascal termina hoje com a solenidade do Pentecostes, aguardado pelos apóstolos e outros discípulos, em ambiente de oração, como mandara Jesus. São 50 dias em que a comunidade dos discípulos celebra em ambiente de redobrada alegria a glória de Cristo Ressuscitado, que na Ascensão” se elevou à vista deles e uma nuvem O escondeu a seus olhos”. Agora, com a assistência do Espírito prometido e enviado, os apóstolos têm todas as condições para levar com fidelidade, clareza e alegria, a cabo, a missão de “testemunhas da Ressurreição até aos confins do mundo…” e a vivência do mandamento do amor, como Jesus dissera, antes de subir para o Pai. Como aos discípulos, também só o Espírito Santo nos faz, sem medo, falar, hoje, de Jesus e da Sua obra, e nos responsabiliza pelo anúncio e testemunho da Boa Nova, cabendo-nos, doravante, ocupar o lugar e servir, segundo o carisma de cada um, na construção da comunidade cristã. Cheios do Espírito Santo, que ressuscitou Jesus, os apóstolos perdem o medo e a vergonha, falam outras línguas, testemunham com desassombro que “Jesus é o Senhor”, o Messias esperado, e até enfrentam com serenidade e alegria a perseguição e o martírio. Se isto aconteceu com os apóstolos, com tantos e tantas ao longo da história da Igreja e também hoje em muitas partes do mundo, acontecerá de igual modo connosco, se deixarmos o Espírito Santo – que nos enriquece com os Seus dons e nos dá igual têmpera – actuar livremente no íntimo do nosso coração. P. Fausto in diálogo 1473 (Domingo de Pentecostes – Ano...

Learn More

Agora é a nossa vez!

O Tempo Pascal aproxima-se do seu termo e chegámos à Ascensão; mas não é o fim, porque Jesus, deixando agora sensivelmente os Seus discípulos, sem nunca os abandonar, há-de vir glorioso a coroar a sua obra. Assim devem ser lidas as palavras do Anjo aos apóstolos como um convite a que ponham em prática tudo quanto, com infinita paciência, ao longo de alguns anos, Jesus lhes foi ensinando:”Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”. Agora o tempo é nosso, agora é a nossa vez e nem o tempo nem o espaço poderão ser obstáculos ao testemunho e anúncio da Boa Nova, porque doravante, com a presença do Espírito de Jesus Ressuscitado, cabe a cada cristão moldar o mundo segundo o projecto de Deus. A Ascensão de Jesus ao céu, longe de nos convidar a uma espiritualidade desincarnada e alienante que nos afastaria das nossas responsabilidades na construção do mundo mais humano, próspero e feliz, faz-nos tomar consciência de que o nosso horizonte se abre para a eternidade, porque a meta da vida do homem é a “morada eterna, onde Cristo já introduziu a nossa humanidade”. Até lá, há que viver o nosso tempo, aproveitar o tempo “enquanto o tempo é tempo”, ocupando o nosso lugar, de mangas arregaçadas e o coração em Deus. P. Fausto in diálogo 1472 (Domingo VII da Páscoa – SOLENIDADE DA ASCENÇÃO DO SENHOR – Ano...

Learn More

“O que vos mando…”

Estamos no 6.º domingo do tempo pascal, de que se vislumbra já o termo, e Jesus, segundo S. João, retoma a catequese que fez aos discípulos na última Ceia, insistindo nas recomendações que certamente lhes foi dando nos encontros depois da Ressurreição. A conjugação do verbo “amar” e o insistente recurso à palavra “amor”, por parte de Jesus, fazem supor que é aí que assenta o Seu programa diário e que é também por aí que os seus discípulos têm de orientar as vidas, se querem ser verdadeiramente cristãos. Este ideal apontado por Jesus a cada um de nós, e a que chamamos “Mandamento Novo”, não é para picos eufóricos de ocasião ou para grupos restritos de amizade, mas é questão de todos os dias e com todas as pessoas, só possível pela força do Espírito, que Jesus Ressuscitado promete. Jesus, na Sua pregação, fazia pedidos e dava sugestões, mas hoje dá-nos uma ordem: “Mando-vos que vos ameis uns aos outros”. Será sempre na fidelidade a este mandamento, que mostramos ser efectivamente Amigos e verdadeiramente discípulos de Jesus Cristo. E isto vale para todos os Baptizados.   P. Fausto in diálogo 1471 (Domingo VI da Páscoa – Ano...

Learn More

“Sem Mim nada podeis fazer!”

  Jesus continua nos Seus encontros dominicais a consolidar a amizade e aprofundar a fé dos discípulos, para que se tornem, sem dúvidas nem medos, em toda a parte, testemunhas fiéis da Ressurreição. E fá-lo-á mais algum tempo. No domingo passado, afirmando-se “O Bom Pastor,” pediu-nos confiança, abandono e obediência à Sua voz, garantindo aos que O acolhem pastagens abundantes e defesa segura contra os lobos. Hoje convida-nos a uma volta ao campo, a uma vinha em que há videiras tratadas e podadas e outras abandonadas. Facilmente se descobrem as diferenças. Aquelas, apresentam-se bem alinhadas, viçosas, pujantes e com esperança de muito fruto e estas, pelo contrário, de folhas encarquilhadas e ramos esguios e entrelaçados de onde pendem alguns frutos mirrados, estão a morrer, porque não foram podadas. É o que acontece aos discípulos, se não fazem de Jesus Cristo o centro das suas vidas! “Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim, nada podeis fazer”. Podemos ser óptimos conselheiros… ter boas intenções…, e até sermos bons conferencistas e pregadores afamados, mas, só unidos a Jesus Cristo e deixando-nos podar pelo Agricultor, damos frutos saborosos, que são a glória de Deus. As palavras de Jesus são tão simples e importantes, que encerram um verdadeiro programa de vida, que nos deve comprometer a todos! P. Fausto in diálogo 1470 (Domingo V da Páscoa – Ano...

Learn More

“o Bom Pastor”!

Culminando uma semana de oração pelas vocações, celebramos, em pleno tempo pascal, Jesus Cristo, o Bom Pastor. Ao evocá-Lo deste modo, reafirmamos a fé da Igreja nAquele que, depois da Ressurreição, acompanha, clarifica e prepara os discípulos para O seguirem em tudo e apesar de tudo. E continua a fazê-lo. A Sua presença e cuidado inspiram-nos confiança e dão-nos a certeza de que somos sempre conduzidos por Deus, que nunca nos engana nem abandona. Faz-nos bem celebrar Jesus Cristo, o Bom Pastor, para crescer em nós a consciência do Amor que Deus nos tem e de quão importantes somos para Deus, que, não hesitando “trocar” a sua vida pela de cada um de nós, diz, com toda a verdade, que não é como os mercenários, a quem apenas interessam números e negócios… Ao afirmar-se “o Bom Pastor”, Jesus, mais uma vez, nos confirma que Deus se interessa plenamente com cada pessoa, que não desiste de ninguém e que verdadeiramente quer a nossa felicidade, fazendo com que a sua presença solícita, íntima e misericordiosa, nos faça cantar com o salmista “O Senhor é meu Pastor, nada me faltará”. Sendo verdade, não falte nunca a confiança no Pastor e o esforço de fidelidade à missão de que nos constitui também responsáveis. P. Fausto in diálogo 1469 (Domingo IV da Páscoa – Ano...

Learn More

“Aclamai a Deus, terra inteira”!

Assim começa a antífona de entrada da Missa deste domingo, o terceiro da Páscoa, com um vigoroso convite a toda a criação para se associar ao louvor perene, que a Igreja rende a Jesus Ressuscitado. Tudo quanto existe é obra de Deus, reflexo do Seu poder, bondade e beleza, mas ao contemplar a maravilha da Ressurreição de Cristo, toda a criação, através do homem, há-de cantar com mais vigor e júbilo a Deus Pai, porque, se é admirável a obra da criação, ainda é mais a da redenção. Não nos doa, pois, a voz, para dar voz ao Aleluia jubiloso, que em todos os tempos e lugares, e especialmente em cada domingo, se eleva para Deus. É verdade que o que frequentemente vemos, ouvimos e lemos não motiva para a alegria, nem sustenta um projecto de vida sereno, confiante e pacífico, tão grande é o cortejo de violências, injustiças e falsidades…, mas não deixaremos de atender ao realismo da aparição do Ressuscitado aos seus discípulos que, surpreendidos e algo perturbados pelo encontro, mantêm no rosto as marcas da dúvida e da incredulidade, só ultrapassadas pela insistente paciência do Mestre. Passados dois mil anos, cabe-nos dizer com palavras e obras as razões da Alegria a que nos convida a Páscoa de Jesus. P. Fausto in diálogo 1468 (Domingo III da Páscoa – Ano B)...

Learn More

Dúvida Bendita / Paciência infinita!

Cada dia desta semana foi Dia de Páscoa e o ambiente festivo da Vigília Pascal ainda perdura. Mas vencer os medos, as resistências, as expectativas dos discípulos, não foi tarefa fácil para o Crucificado/Ressuscitado. E assim O vemos a desdobrar-se, no primeiro dia da semana, em contactos pessoais, individualmente e em grupo, dentro e fora de Jerusalém, para responder à complexa teia de emoções vividas pelos discípulos, nos últimos dias. Apesar da perplexidade dos primeiros momentos, a alegria toma lugar no coração de muitos, mas não de todos. Havia, mesmo no grupo dos mais chegados, quem dissesse não acreditar, jurando a pés juntos só fazê-lo ao toque das marcas do amor, cuidadosamente conservadas pelo Ressuscitado. “Põe aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo mas crente”. Se era grande a teimosia e profunda a incredulidade de Tomé, foi maior a sua profissão de amor e de fé: “Meu Senhor e meu Deus”. Obrigado, Tomé, pela tua incredulidade e resistência, porque me sentirei sempre compreendido, respeitado e acolhido, apesar das minhas dúvidas, e terei sempre caminho aberto para que, compreendendo melhor, seja o meu testemunho mais alegre, convicto e feliz. Continuação de Santa Páscoa! P. Fausto in diálogo 1467 (Domingo II da Páscoa (Divina Misericórdia) – Ano...

Learn More

Páscoa de Cristo e nossa também!

Depois de 40 dias de caminhada quaresmal, finalmente, a Festa da Páscoa de Jesus! A nossa está em curso, porque ainda não subimos ao Calvário, nem vivemos o nosso Tríduo. Entretanto, a Igreja convida-nos a acompanhar aquelas corajosas mulheres até ao sepulcro, no primeiro dia da semana, para completar no corpo de Jesus o que não puderam fazer antes. O carreiro pedregoso e a luz ainda escassa dificultam a caminhada, apenas superada pelo ardor e ansiedade de quem se quer reencontrar com alguém querido. E agora, quem havia de remover aquele pedregulho tão grande que tapava a entrada do sepulcro? – Ainda não tinham compreendido que para Deus não há coisas impossíveis e que é sempre d Ele a última palavra! Chegadas ao local, encontraram o sepulcro aberto, mas de Jesus nem sinal. A perplexidade e o medo fizeram-nas correr de volta a anunciar a Pedro a sua experiência. “Ressuscitou, não está aqui”, continua a dizer-nos o Anjo. E a Igreja não se cansa de fazer do Aleluia a expressão da alegria sincera dos cristãos, que, em Cristo Crucificado e Ressuscitado, têm a certeza da sua própria ressurreição. Que esta certeza encha de alegria o coração de todos os Paroquianos. P. Fausto in diálogo 1466 (Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor – Ano...

Learn More