Tiradas do seu contexto, as palavras de Jesus dirigidas aos apóstolos, enviados em missão, são demasiado exigentes e podem-nos assustar.Apesar de proferidas ao arrepio de sonhos e realidades do nosso mundo, Jesus não adocica as palavras, nem baixa a fasquia das exigências e mantém o que disse: “Quem ama o pai, a mãe… o filho ou a filha, mais que a mim, não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz para me seguir, não é digno de mim… quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la”. Jesus conhece-nos bem, e, para não assustar ninguém, acrescenta uma frase dulcíssima: “E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca… não perderá a sua recompensa”.A cruz e um copo de água. Dar tudo, toda a vida, e dar quase nada, são dois extremos de um mesmo movimento, que nos ajuda a descobrir que na lógica do Evangelho amar traduz-se pelo verbo dar.Se até um copo de água fresca é recompensado, quanto maior não será a recompensa daqueles que põem Deus acima de tudo e de todos e que jogam a vida pelo Evangelho!Não seremos todos chamados ao martírio, mas, porque baptizados, deveríamos estar sempre dispostos a dar razões da nossa fé e da nossa esperança, até, se fosse necessário, com o preço da própria vida. P. Fausto in Diálogo nº. 1963 (Domingo XIII do Tempo Comum – Ano...