“Jesus ao ver as multidões encheu-se de compaixão”. E que lhes oferece? Discursos, normas, ameaças, promessas? Oferece a sua piedade e inaugura o ministério da compaixão. E é para esse ministério que convoca os doze, porque “a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos”.O que é a seara de que fala Jesus? É a seara das pessoas cansadas, abatidas, sem pastor, sem esperança, das vagas de refugiados e emigrantes abandonados à sua sorte e sujeitos ao poder e à corrupção dos poderosos… É a essa seara que Jesus envia os doze, fazendo-os operários de um trabalho que o próprio Jesus sintetiza no Evangelho deste domingo em 6 verbos: proclamar, curar, ressuscitar, sarar, libertar, dar. Tudo verbos cuja conjugação nos exige gestos concretos que anunciam e revelam o Deus próximo, que não se demonstra com raciocínios e discursos, mas com a vida.Pedir ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara não é um convite a rezarmos só pelas vocações sacerdotais, religiosas ou missionárias, porque a seara cresce para lá da sacristia e dos adros das nossa Igrejas. E é para essa seara que Jesus pede operários. E todos somos chamados. E nunca somos demais. P. Fausto in Diálogo n.º 1961 (Domingo XI do Tempo Comum – Ano...