Para os cristãos esta é uma semana especial, é a semana central da história e da fé, porque, entre este Domingo e o próximo, somos chamados a seguir dia a dia, quase hora a hora, a última semana da vida de Jesus.A semana de todas as dores, que começa em Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, torna-se, assim, entre todas a Maior, a mais Santa e Misteriosa Semana, em que o Filho de Deus lava os pés aos apóstolos e dá-lhes o seu corpo a comer, é por eles abandonado e por um atraiçoado, e, não Lhe bastando, deixa-se desnudar, prender e içar na Cruz, para que, de braços abertos, todos se possam sentir abraçados e acolhidos.Entendeu isto, não um discípulo, mas um estranho, que, habituado por profissão a situações de tortura, sofrimento e morte, não resiste, diante do Crucificado, a fazer uma autêntica profissão de Fé: “Este era verdadeiramente Filho de Deus!”Na verdade, morrer assim, morrer de amor por todos é só “coisa” de Deus! O centurião compreendeu-o muito bem e o seu testemunho ficou para memória futura. P. Fausto in Diálogo nº 1950 (Domingo de Ramos na Paixão do Senhor – Ano...