Jesus, no templo, dá de caras com um cego de nascença e cura-o. Ninguém, pelo relato do Evangelho, sente pena pelos olhos vazios do cego ou se mostra solidário pela sua penúria e dependência, nem a sua cura provoca qualquer gesto de admiração e alegria. Bem pelo contrário!Face ao espanto e à alegria de um homem que vê pela primeira vez o sol, as flores, o rosto de sua mãe…, os fariseus, que conhecem bem as regras, que conhecem o que é bom e o que é mau, nada sentem, porque só lhes interessa a lei e não o homem feliz. E assim se comportam como verdadeiros funcionários e guardiões do sagrado, mas analfabetos de coração.Para estes, os coxos, os mendigos, os cegos, os leprosos, etc, etc, porque pecadores, devem resignar-se à sua condição, desde que o sábado seja respeitado. Para Jesus, ao contrário, a glória de Deus não está no preceito observado, mas no homem feliz, livre e de coração convertido.É este o Deus revelado que nos convida a abrir o coração ao Seu Amor Misericordioso, para podermos saborear e celebrar a Alegria que nos vem da certeza da Páscoa. P. Fausto in Diálogo nº. 1948 (Domingo IV da Quaresma – Ano...