Reentrados há pouco no Tempo Comum, assistimos a um encontro improvável: “Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: Segue-me. Ele levantou-se e seguiu Jesus“.Todos ficaram admirados. Na cidade, todos desfilavam diante daquele homem, duplamente detestado pela profissão que exercia a favor do ocupante romano. Agora é ele que se levanta, deixa o seu negócio e os seus milhões, e vai.O olhar de Jesus nada tem a ver com o dos contribuintes, tem qualquer coisa de diferente. Sem promessas e sem discursos, apenas um verbo: “Segue-me“.Se Mateus tivesse olhado só para si não se teria movido, faria contas certamente ao negócio ou ter-se-ia refugiado na sua indignidade ou impreparação, mas, aceitando o desafio, ganhou vida nova e transformou a sua casa em lugar de comunhão e de festa.Agora não são os ricos e poderosos a sentarem-se à mesa. Agora a casa enche-se de publicanos e de pecadores e proporciona a Jesus ocasião para a Sua mais bela e feliz mensagem: “Prefiro a misericórdia e não o sacrifício. Não vim para os sãos mas para os doentes“. P. Fausto in Diálogo n.º1960 (Domingo X do Tempo Comum – Ano...