Seguramente que não encontraremos ninguém que não queira ser feliz, mas há caminhos e caminhos… e nem todos respondem ao mais profundo dos nossos desejos.Jesus dá-nos a sua resposta no Evangelho de hoje, como de costume inesperada, contra a corrente, quase a deixar-nos sem fôlego: bem-aventurados os pobres, os mansos, os que lutam pela justiça, os promotores da paz, os puros, os que escutam pacientemente…As Bem-aventuranças parecem-nos poeticamente fascinantes, mas depressa nos apercebemos de que, nesta terra tão agressiva e dura, Jesus propõe o manifesto mais difícil e perturbador, mais em contramão, que se possa imaginar. No entanto, já é feliz quem não se escandaliza com esta proposta completamente diferente de ser homem, de um mundo feito de paz, de sinceridade, de justiça, de corações puros…O mundo não se manterá, sob a lei do mais forte e do mais rico, mas daquela multidão silenciosa, que, não vindo nos jornais, nem participando nos foros internacionais, constrói a paz no trabalho, em casa, nas instituições, perdoa e ajuda, tem fome de justiça para si e para os outros e cultiva a honestidade, até nas pequenas coisas…São estes e não os exércitos armados dos povos mais fortes que constroem o mundo com mais paz, justiça e fraternidade, porque, para este mundo que sonhamos, são construtores só os que fazem das Bem-aventuranças o seu programa de vida. P. Fausto in Diálogo nº. 1942 (Domingo IV do Tempo Comum – Ano...