Cada um de nós, criado à imagem e semelhança de Deus, é um torrão de terra boa, apta para dar vida às sementes de Deus.Contudo, tornamo-nos tantas vezes como um caminho de terra batida, com pedras, mato e silvas, e cultivamos no coração espinheiros em vez de árvores de bom fruto. Assim, sempre a correr e controlados pelo relógio, como pode em nós frutificar a Palavra de Deus, que nos pede um minuto de paragem, de silêncio, de contemplação?Um coração apressado é um coração que não vê, não acolhe, não aprofunda, não conserva, é um coração que vive no mundo de sensações e imediatismos, incapaz de descobrir e saborear as coisas simples e belas da vida.O centro, porém, da parábola não está em nós, nos nossos erros, resistências, ilusões e frustrações, mas na generosidade de Deus, que, apesar das pedras e da aridez da nossa existência, não se cansa de semear, vendo sempre em cada um de nós terra capaz de acolher, florescer e frutificar.Este é o nosso Deus, o Deus revelado por Jesus Cristo, que, semeando generosamente na nossa vida, tão pouco de nós recolhe. Apesar de tudo não desiste. Ama-nos sem medida e semeia sem cansar. P. Fausto in Diálogo n.º1965 (Domingo XIV do Tempo Comum – Ano...