“Quem é minha Mãe ?”

Celebrado o Pentecostes, retomamos o Tempo Comum e bem cedo damos conta do ambiente difícil em que Jesus desempenha a Sua missão. Por um lado, a multidão que seguia o Senhor sequiosa da Sua palavra; por outro, os escribas que não hesitavam em caluniá-lO como possesso do demónio. Também os próprios familiares não O compreendiam. E os discípulos, no meio de tudo isto, iam fazendo o seu caminho, não sem dificuldades e hesitações.
Jesus, porém, sem desânimo, queixumes ou intimidações, prossegue a Sua missão. Não hesita mesmo, sem renegar os Seus parentes, em especial a Sua Mãe, a apelar para um plano superior, onde não contam os laços de sangue, mas a fidelidade à vontade do Pai: “Quem fizer a vontade de Deus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
Não parece que todos tenham entendido e acolhido a mensagem, mas a verdade é que Jesus, sem desmerecer os laços familiares, aproveita, desde logo, para dizer que não são os títulos e brasões de família, a riqueza, a posição social, ou outra qualquer coisa, que dão estatuto a uma pessoa, mas sim o facto de sermos Filhos de Deus. É isso que nos enobrece, Independentemente das circunstâncias. Ainda que às vezes nos custe.

P. Fausto
in Diálogo n.º 1738 (X Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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