“Eu sou o Bom Pastor”

Já vai na 4ª semana desde que o sepulcro foi encontrado vazio. Sem explicações. Só a noite foi testemunha. Tudo isto deixara perplexos e amedrontados os discípulos.
O Crucificado, porém, mostra as marcas dos cravos, responde às dúvidas dos discípulos e toma alimento com eles. E a todos devolve a alegria e a paz. Mas não dá por encerrado o processo catequético.
Ao notar ainda nos olhos dos discípulos sinais de ansiedade e insegurança, Jesus lembra-lhes palavras já ouvidas, mas não totalmente compreendidas: “Eu sou o Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge”. Como quem diz coragem, não desisto de vós, não vos abandonarei. Dei a vida por vós, bem o sabeis. Não deixarei nunca alguém sozinho e para trás…
Bem precisamos também nós, hoje, de reter, na memória e no coração, as palavras do Bom Pastor, que não dá lições de moral ou deixa um compêndio de doutrina, mas uma maneira nova de viver, que dá sentido à vida, mesmo que crucificada.

P. Fausto

in Diálogo 1732 (IV Domingo da Páscoa (Bom Pastor) – Ano B)

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