“Tocai-me…”

A vergonha e o medo… paralisam os discípulos, nestes primeiros dias.
Jesus, pressentindo o desassossego e o desconforto, nada pede, nada cobra. Não repreende nem se lamenta. Apenas oferece a Paz.
“Sou Eu mesmo; tocai-me e vede: um espírito não tem carne nem ossos”, e mesmo assim, os discípulos, “na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar”. Mas Jesus não desiste: “Tendes aí alguma coisa para comer? E começou a comer diante deles…”.
Não foi fácil aos discípulos dar este passo para a Ressurreição. O Jesus que viam, sendo o mesmo, era diferente, estava transformado. Comia, é certo, mas aparecia e afastava-se de portas fechadas, sem se saber como. Era preciso dar tempo ao tempo. Era preciso refrescar a memória à luz das Escrituras.
E Jesus prossegue com infinita paciência o processo de recuperação dos seus, para os tornar testemunhas inabaláveis da Ressurreição. E como eles souberam cumprir!
Cabe-nos a nós, hoje, continuar a mesma Missão, com a simplicidade, alegria e transparência da criança que não sabe reservar para si o segredo que lhe foi confiado. Porque a Boa Nova não é para poucos mas para todos, e a todos diz respeito.

P. Fausto
in Diálogo 1731 (Domingo III da Páscoa Ano B)

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