Ninguém fica atrás…

Apesar de anunciada, a Ressurreição apanhou de surpresa toda a gente, os discípulos inclusivé. Cheios de medo, por causa dos judeus, e de vergonha, certamente, pelo comportamento que tiveram nos momentos mais difíceis e dolorosos da vida do Mestre e Amigo, é trancados a sete chaves que Jesus os encontra, como relata o Evangelho deste domingo.
Porque não escolheu homens de letras, três anos de catequese permanente não foram suficientes para consolidar conhecimentos e transformar os corações. Por isso, Jesus inicia, sem demora, um processo para “recuperar” aqueles que escolheu para serem suas testemunhas privilegiadas. Processo delicado, só conseguido pela misericordiosa paciência de Jesus, sempre atento às capacidades e ritmos de cada um dos discípulos. Jesus ama–os sinceramente. Ama-os como são, com defeitos, medos e hesitações… e começa por Tomé, que apresenta mais dúvidas que certezas.
Sem discursos ou lições de moral, Jesus abre a camisa e estende-lhe as mãos: “Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo mas crente”.
Não sabemos se Tomé tocou, mas “olhou”, e bastou para lhe arrancar a mais bela profissão de fé: “Meu Senhor e meu Deus”.

P. Fausto
in Diálogo 1730 (Domingo II da Páscoa – Ano B)

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