Pequenos/Grandes Gestos

 

baptismo_B

 

As manhãs apresentam-se bastante frias e as portas da nossa Igreja estão, como é habitual, abertas, permitindo observar a vida que corre e escorre no adro e na praça em frente. Tal facto não me distrai e até me sinto bem a celebrar a Eucaristia “no meio do mundo”, mesmo com o ruído do trânsito, que às vezes é bem grande.
Entre tantos que no decurso da Missa passam pelo adro, há sempre quem pare e se benza. Não sei quem são, o que fazem e para onde vão, mas sei que, sem saberem, me ajudam duplamente a celebrar a Eucaristia.
Gestos simples, breves, espontâneos e plenos de actualidade num ambiente cada vez mais diluído e rarefeito de Deus! Gestos de gente que não tem vergonha de mostrar que é cristã, mesmo quando corre para o trabalho e o tempo urge.
Na festa do Baptismo de Jesus faz -nos bem tomar consciência de que para ser cristão não basta constar no livro de registos de Baptismos da Paróquia, pois de pouco nos vale, mesmo sabendo muito de religião e até de teologia, se não expressamos no quotidiano, mais pelo exemplo que pelo discurso, aquilo em que acreditamos.
Não sei se algum dia poderei felicitar os que se benzem ou tiram reverentemente o chapéu quando passam pela Igreja, mas dou graças a Deus por gestos, que me edificam como estes, de quem não tem vergonha de mostrar que é cristão.

P. Fausto

in Diálogo 1725 (Festa do Baptismo do Senhor – Ano B)

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