Sem medo !

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O termo do ano litúrgico aproxima-se e a Palavra de Deus aponta cada vez mais claramente para o fim dos tempos. Assim sucede em mais este Domingo. Sem ambiguidades.
Todos somos diferentes, e, como a todos foram dados talentos, igualmente preciosos e necessários na construção harmoniosa e equilibrada da sociedade e da Igreja, a parábola do Evangelho de hoje, largamente conhecida, é, sobretudo, um convite a não termos medo, mesmo do medo de errar, a não metermos medo e a libertarmo-nos do medo. Porque o medo atrofia, paralisa e motiva a escondermos o talento, sob a capa de uma falsa prudência e segurança.
Com esta parábola, Jesus quer libertar-nos até do medo de Deus, que não é um senhor ganancioso, que pretenda enriquecer à custa dos talentos confiados, mas Alguém que generosamente devolve aos servos tudo o que largamente distribui, acrescido do que ganham. Este é o nosso Deus, que só sabe dar, e dar em abundância, sem nada reservar para si, porque de nada tem falta.
Qualquer que seja o dom recebido, pequeno ou grande, o essencial é valorizá-lo, porque, na hora das contas, Deus não olha aos números, mas à diligência, à confiança, à ousadia, à criatividade, numa palavra, ao amor que se põe no serviço que se presta.
Deus concede a todos talentos, a uns mais que outros, é verdade, mas a todos concede a graça de os multiplicarmos. Fazê-lo ou não, está na nossa liberdade, mas não se queixem da sorte final os que, sob falsa prudência e segurança, se limitam a apresentar o talento que, por medo, enterraram.

P. Fausto

in Diálogo nº 1717 (DOMINGO XXXIII DO TEMPO COMUM – Ano A)

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