MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O IV DIA MUNDIAL DOS POBRES

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«Estende a tua mão ao pobre»
(Sir 7, 32)

Estender a mão leva a descobrir, antes de tudo a quem o faz, que dentro de nós existe a capacidade de realizar gestos que dão sentido à vida. Quantas mãos estendidas se veem todos os dias!
Estender a mão é um sinal: um sinal que apela imediatamente à proximidade, à solidariedade, ao amor. Nestes meses, em que o mundo inteiro foi dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desconforto e perplexidade, pudemos ver tantas mãos estendidas!
A mão estendida do médico que se preocupa com cada paciente, procurando encontrar o remédio certo.
A mão estendida da enfermeira e do enfermeiro que permanece, muito para além dos seus horários de trabalho, a cuidar dos doentes.
A mão estendida de quem trabalha na administração e providencia os meios para salvar o maior número possível de vidas.
A mão estendida do farmacêutico exposto a inúmeros pedidos num arriscado contacto com as pessoas.
A mão estendida do sacerdote que, com o coração partido, continua a abençoar.
A mão estendida do voluntário que socorre quem mora na rua e a quantos, embora possuindo um teto, não têm nada para comer.
A mão estendida de homens e mulheres que trabalham para prestar serviços essenciais e segurança. E poderíamos enumerar ainda outras mãos estendidas, até compor uma ladainha de obras de bem. Todas estas mãos desafiaram o contágio e o medo, a fim de dar apoio e consolação.
Estende a mão ao pobre” é, pois, um convite à responsabilidade, sob forma de empenho direto, de quem se sente parte do mesmo destino. É um encorajamento a assumir os pesos dos mais vulneráveis, como recorda São Paulo: “Pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros”.

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