“A Igreja dedica a semana de 1 a 8 de novembro à oração pelos Seminários. Este ano “tem como fonte de inspiração a palavra do Evangelho: “Jesus chamou os que queria e foram ter com Ele” (Mc. 3,13). Ela apresenta de modo sintético os elementos estruturantes da vocação: o chamamento do Senhor e a resposta dos discípulos, confirmada pela decisão de ir ter com Ele.”
D. António Augusto de Oliveira Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, na Mensagem para a Semana dos Seminários.
Testemunho do Rafael Oliveira, seminarista do 3º ano:
A minha história de Fé é semelhante à de muitos outros da minha idade: andei na catequese desde pequeno, fui aprendendo a rezar e habituei-me a ir à missa em família, ao Domingo. Mais tarde, comecei a ir às reuniões do grupo de jovens da minha paróquia, em Ílhavo, e a participar nas atividades da diocese de Aveiro: encontros no Dia Mundial da Juventude, peregrinações, noites de oração…
Ir à Igreja era para mim tão natural como ir aos treinos do futebol ou ir à escola. Era uma coisa entre muitas outras. Mas à medida que fui crescendo, deixei também que a fé ganhasse outro espaço na minha vida. O que ouvia durante a missa nas leituras da Palavra de Deus e nas homilias fazia sentido para mim. O que compreendia da vida de Jesus e das palavras d’Ele era o que eu queria para mim. Se isto fosse mesmo assim – pensava eu – a vida era incrível. Se todos vivêssemos isto!
Então, comecei a sentir uma grande diferença na minha vida. Por um lado, vivia a experiência da alegria imensa, de uma felicidade verdadeira quando ia às atividades do grupo de jovens, e via que viver como Jesus ensinava e viver esta relação pessoal com Deus enchia a minha vida de sentido. Por outro, tinha os receios normais daquela idade – o que vou estudar, o que quero fazer da vida, como será o futuro? E isto da fé, é mesmo a sério? O que tem isto tudo a ver comigo? A felicidade que experimentava nas “coisas da Igreja” contrastava, por vezes, com o meu dia-a-dia.
Quando estava no ensino secundário, vivi uma experiência que me marcou profundamente: o meu professor de Educação Moral e Religiosa Católica desafiou-me para fazer uma viagem a Taizé, uma comunidade religiosa em França. Eu aceitei o desafio e fui – como muitos outros jovens da diocese. E aí, nos grupos de partilha e reflexão, nas orações comunitárias, nos jogos, nos encontros com os e outros e no silêncio sentia-me em paz; verdadeiramente feliz. Percebi que a fé cristã não era uma coisa só para alguns momentos especiais. O que vivi ali em Taizé – a alegria, a simplicidade, a misericórdia e o encontro com Deus – eu podia viver todos os dias e mais ainda, eu podia dar aos outros. E nesse momento, deixei entrar em mim uma pergunta – se ser padre é viver isto todos os dias e levar isto aos outros… e se fosse eu?
Então ouvi a voz do Senhor que dizia: “Quem enviarei? Quem será o nosso mensageiro?” Então eu disse: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 7, 8)
……DEPOIS DE MEDITAR
Comentários recentes