Mãos ao trabalho!

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O que é afinal o Reino dos Céus? Há 3 semanas que Jesus fala do Reino dos Céus e para entendermos melhor o que é, Jesus fala hoje de um proprietário que precisa de gente para a vindima e sai a várias horas à procura de assalariados.
Com os primeiros ajusta e com todos os demais, independentemente das horas de trabalho, promete recompensa. Na hora das contas todos receberam o mesmo. Injusto, dizem os primeiros. Então não se premeia o sacrifício do calor e a fadiga das horas de trabalho?
A ninguém ficou a dever o proprietário, que merecia, no mínimo, de todos, um muito obrigado.
Deus anunciado por Jesus Cristo é assim: Alguém que nos procura sem se cansar, desde a primeira hora do alvorecer até à noite, porque do que não gosta mesmo é de ver pessoas avessas ao trabalho. E na hora do pagamento começa sempre pelos últimos e dá-lhes o mesmo que aos primeiros.
O Deus anunciado por Jesus Cristo não é um patrão, nem sequer o melhor dos patrões. E também não é contabilista. É completamente diferente, porque não segue as leis do mercado, nem a lógica da justiça, apenas porque é Bom e nos quer dar mais. Muito mais. Em excesso. É um Deus surpreendente.
No princípio de ano apostólico, com tantas condicionantes como neste, haja quem aceite o desafio de trabalhar na vinha amada e guardada por Deus, que neste Evangelho se revela Camponês surpreendentemente Bom e Generoso.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1709 (XXV Domingo do Tempo Comum – Ano A)

 

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