A Paciência de Deus

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Jesus continua a falar-nos de Deus, com recurso a uma linguagem que mesmo os da cidade entendem. E conta mais uma história do campo.
Desta vez não é para acentuar a generosidade, que até nos parece excessiva, do semeador, mas para iluminar uma certa ideia de Deus, ainda bem enraizada na vida e no coração de muitos. Com efeito, a imagem de um Deus severo, duro, exigente… ainda persiste e está longe de ser erradicada do coração de muitos cristãos. Há, pois, necessidade imperiosa de “substituir” este Deus, e nada melhor que uma boa parábola, como a do agricultor deste domingo.
“Um homem semeou boa semente no seu campo… quando o trigo cresceu e deu fruto, apareceu também o joio”. Queres que vamos arrancar o joio?, perguntam zelosamente os servos. “Não! Não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo”, responde o agricultor.
Duas maneiras de agir: a de Deus, que vê o trigo e pacientemente respeita o processo de maturação, e a dos servos, que se fixam nas ervas daninhas, sem se importarem com os estragos do seu zelo.
Para o Deus anunciado por Jesus Cristo, o trigo, ainda que seja pouco, vale mais que todo o joio da terra. Necessário se torna, então, aprender de Deus a paciência, que dá sempre tempo para crescer e amadurecer, guardando apenas para o final as contas da sementeira.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1708 (XVI Domingo do Tempo Comum – Ano A)

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