Até um copo de água !

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Jesus, ao dizer no Evangelho deste domingo “quem ama o pai, a mãe, o filho ou a filha mais do que a Mim e quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim…”, parece que se excede. Não é o que pretende, mas temos de O levar a sério, ainda que sintamos algum desconforto pela fasquia alta das exigências da vida cristã, que nos podem levar a dar a própria vida.
As palavras de Jesus, ainda que duras, quando descontextualizadas, podem assustar, mas o verdadeiro drama do homem não está no sofrimento, na cruz, ou no martírio, mas em não ter nada, não ter ninguém por quem valha a pena abraçar a cruz e dar a vida. Essa é que é a maior tragédia, porque faltam as razões de viver.
Parecendo demasiado exigente e radical, a Palavra de Deus chama a atenção para a hospitalidade. Dar hospitalidade, abrir as portas, acolher, convidar, partilhar…, não podem apenas ficar no léxico das nossas memórias, mas temos de inventar maneira de manter viva esta virtude tão humana e tão cristã, apesar dos perigos da pandemia. Até porque sabemos que não ficará sem recompensa um simples copo de água fresca, dado com graça.

P. Fausto

in Diálogo 1705 (XIII Domingo do Tempo Comum- Ano A)

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