No quinquagésimo dia…

 

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Cinquenta dias depois da Páscoa aconteceu algo que muda radicalmente a vida dos Apóstolos. O processo de recuperação de cada um e de todos os discípulos, realizado por Jesus ao longo destas semanas, atinge agora a sua plenitude, pois, os mesmos que constituíam um grupo desiludido, amedrontado e barricado em casa, demonstram agora uma força, alegria, audácia e entusiasmo, que os faz passar aos olhos dos circunstantes como gente embriagada.
De famílias humildes, sem qualificações académicas religiosas ou filosóficas, os apóstolos apenas podem exibir como credenciais o exercício honesto da profissão de pescadores. Mas não era isso que os movia, nem era disso que falavam. Movia-os uma força interior que não podiam conter e diziam-se portadores de uma Mensagem que, não sendo da sua autoria, não podiam calar. A alegria apesar dos castigos, a audácia apesar das proibições, a Fracção do Pão e a dos pães de uns com os outros, especialmente com os mais pobres, não passavam despercebidos a ninguém.
Eram homens e mulheres felizes.
Aquilo que sucedeu, cinquenta dias depois da Páscoa em Jerusalém, continua a suceder na Igreja, para que cada baptizado tenha a força e a coragem de sair do conforto do sofá, para se tornar no seu ambiente testemunha viva e alegre de Jesus Cristo.

P. Fausto

in Diálogo 1701 (Domingo de Pentecostes – Ano A)

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