Viver para Servir

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Os discípulos, inicialmente tolhidos pelo medo e depois perplexos e incrédulos, já aguardam com naturalidade a visita dominical que o Mestre lhes faz, depois da Ressurreição. E este é já o quarto domingo.

Já ninguém tem dúvidas sobre o que aconteceu na noite daquele “primeiro dia da semana”, mas em relação ao futuro as certezas são poucas. Sempre atento, a preocupação de Jesus parece agora centrar-se em proporcionar aos discípulos aquele grau de confiança e segurança interior que dá a estabilidade e liberdade necessárias à missão. Daí a catequese deste domingo ser a do Bom Pastor.

Como então, também hoje precisamos de ouvir esta catequese. Porventura, não é incerto o nosso futuro e inseguro o presente? Apesar dos avanços da ciência e da técnica, não continuamos pequenos e vulneráveis face às arremetidas de um vírus? Quem imaginava há uns meses atrás a situação actual em que se encontra a humanidade?

No meio de tudo isto, como é bom ouvir da boca de Jesus: “Eu Sou o Bom Pastor… Conheço as minhas ovelhas… Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância…”

Vida para todas e não apenas para algumas. E não apenas vida com aquele mínimo sem o qual não há qualidade de vida, mas vida a jorros. Estas palavras, não fazendo parte de um qualquer discurso de circunstância ou de homilia de pregador inflamado, são palavras proferidas por quem ama desmedidamente cada uma e todas as ovelhas, são palavras de quem, livremente e com autoridade, continua a dizer hoje, e pelos séculos fora, que a vida só presta se for vivida generosamente ao serviço dos outros.

P. Fausto

in Diálogo 1697 (IV Domingo da Páscoa (Domingo do Bom Pastor) – Ano A)

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