Regressar à Comunidade…

3dp_A

Apesar de anunciada, a morte de Jesus destroçou o coração dos discípulos e de quantos os acompanharam mais de perto nestes últimos anos de vida. Agora, sem protecção nem liderança, os discípulos dispersam-se. Uns refugiam-se em casa, com medo dos judeus, outros voltam para a terra, desiludidos e tristes. De repente tudo se desmorona.

Entretanto, o sepulcro onde fora depositado o Crucificado foi encontrado inexplicavelmente vazio. E começa o desassossego!

Ninguém viu nem registou o acontecimento daquela madrugada florida, que as mulheres depressa fazem chegar aos ouvidos dos discípulos; porém, a ansiedade, o medo, a vergonha… levam a melhor à surpresa da Boa Nova.

É neste contexto que Jesus vai aparecendo naquele “primeiro dia da semana” para vencer a confusão e a perplexidade de uns, o sentimento de culpa e a incredulidade de outros. Mas aos dois, que naquela tarde de domingo já estavam de regresso a Emaús, desiludidos e tristes, se junta no caminho um terceiro, que, com rigor e pormenor, lhes explica as Escrituras, referentes a Jesus de Nazaré. O coração já lhes ardia, mas a surpresa estava reservada para mais tarde.

Convidado a entrar e passar a noite, o companheiro desconhecido, que entretanto se torna próximo e catequista, uma vez à mesa, “tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho”. Só então O reconheceram. E Ele “afastou-se do meio deles”.

O coração, que no caminho já ardia pela explicação das Escrituras, não podia agora conter a alegria e a necessidade de partilhar com os outros discípulos o encontro com o Ressuscitado. E voltam para Jerusalém.

Agora já não há dúvidas, medo, tristeza, noite ou cansaço, para proclamar que Jesus, Morto e Sepultado, está Vivo. E Caminha connosco, mesmo em momentos de grande crise.

P. Fausto

in Diálogo 1696 (III Domingo da Páscoa – Ano A)

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *