Serás feliz !

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Ontem era o medo dos judeus que obrigava os discípulos de Jesus ao confinamento, hoje é o coronavirus que nos mantém há um mês confinados às paredes das nossas casas e obrigados a celebrações na Igreja, sem a participação livre dos fiéis. Hoje, no 2° Domingo de Páscoa, como então, o Ressuscitado diz: “A paz esteja convosco”. E para não haver lugar a dúvidas, “mostrou-lhes as mãos e o lado”. Todos O reconheceram, excepto Tomé, entretanto ausente, para quem estava reservado, oito dias depois, um encontro especial.

No oitavo dia, continuando de portas fechadas, o grupo dos discípulos, agora completo, recebe de novo a visita do Ressuscitado que, após a saudação pascal, se dirige com respeito e compreensão a Tomé e o convida a olhar e tocar os sinais ainda frescos das feridas da Paixão e Crucificação: “Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos… e não sejas incrédulo mas crente”. Ao que Tomé, em êxtase, num misto de espanto e contrição, responde: “Meu Senhor e meu Deus.”

Na mão trémula de Tomé ao tocar as chagas do Ressuscitado, estão todas as nossas mãos, as mãos de quantos, entre dúvidas e perplexidades, se escandalizam do silêncio de Deus, diante do cortejo de dores que aflige a humanidade.

Onde estás ó Deus, quando o homem chora? E Deus responde baixinho: Sempre contigo. Nunca desistirei de ti, porque foi na cruz que foste redimido por Mim. Olha agora em teu redor, estende a tua mão às múltiplas feridas… para que sejas bálsamo, consolação e esperança para aqueles que mais sofrem. Se fizeres isto, és meu discípulo e serás feliz.

P. Fausto

in Diálogo 1695 (II Domingo da Páscoa (Divina Misericórida) – Ano A)

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