“Não tenhais medo”

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Mais de 20 séculos passados, estas palavras dirigidas pelo Anjo a duas mulheres, junto ao sepulcro, “no raiar do primeiro dia da semana”, ecoam hoje, com igual vigor, em todos os lugares da terra. Então era ainda noite, como noite são os meses em que a humanidade vive suspensa duma pandemia. Hoje é o COVID-19. Amanhã que será?

Continuamos este ano a celebrar a Eucaristia na Igreja de portas fechadas, não haverá foguetes, nem casas com juncada à porta para “receber o Compasso”, nem mesa recheada de amêndoas e folares a convidar ao convívio de familiares e amigos… Mas temos Páscoa, porque a Páscoa é outra coisa.

Neste pranto imenso em que está mergulhado o mundo, bem precisamos do oxigénio da fé, bem precisamos de respirar o ar fresco e perfumado da manhã daquele “primeiro dia da semana”, bem precisamos de acolher as palavras que o Anjo dirigiu às mulheres amedrontadas, para não deixarmos de ser intrépidos defensores da vida, testemunhas da alegria e portadores de esperança.

Esta Páscoa é diferente das outras, mas o que celebramos na Páscoa mantém-se actual, pois é a garantia de que a última palavra não será da morte, mas da Vida e do Amor.

 

Pe. Fausto

in Diálogo 1694 (Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor – Ano A)

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