O encontro educativo entre pais e filhos pode ser facilitado ou prejudicado prejudicado pelas tecnologias de comunicação e distracção cada vez mais sofisticadas. Bem utilizadas podem ser úteis para pôr em contacto os membros da família que vivem longe.
Mas deve ficar claro que não substituem nem preenchem a necessidade do diálogo mais pessoal e profundo que requer o contacto físico ou, pelo menos, a voz de outra pessoa. Sabemos que, às vezes, estes meios afastam em vez de aproximar, como quando, à hora da refeição, cada um está concentrado no seu telemóvel ou quando um dos cônjuges adormece à espera do outro que passa horas entretido com algum dispositivo electrónico.
Na família, também isto deve ser motivo de diálogo e de acordos que permitam dar prioridade ao encontro dos seus membros sem cair em proibições insensatas. Em todo o caso, não se podem ignorar os riscos das novas formas de comunicação para as crianças e adolescentes,
chegando às vezes a torná-los apáticos, desligados do mundo real. Este “autismo tecnológico” expõe-nos mais facilmente às manipulações daqueles que procuram entrar na sua intimidade com interesses egoístas.
Mas também não é bom que os pais se tornem seres omnipotentes para os seus filhos, de modo que estes só poderiam confiar neles, porque assim impedem um processo adequado de socialização e amadurecimento afectivo.”
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