“Escutai-O”

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No Domingo passado vimos Jesus só, e com fome, a ser tentado pelo diabo, em pleno deserto; hoje vêmo-LO no alto do monte, resplandecente e acompanhado por Moisés e Elias, com um rosto de tal modo deslumbrante, que levou Pedro a desabafar: “Senhor, como é bom estarmos aqui”. É o mesmo Jesus em ambas as situações.
Também temos momentos de tudo, de euforia e tristeza, de solidão e companhias, de aridez e fervor, de medos e tentações, mas nada disto, porém, é estranho a Jesus, porque a nada disto se quis dispensar, para nos ensinar a lidar mesmo com os momentos mais delicados da vida.
A Quaresma mostra-se, então, para todos, um tempo privilegiado de conversão, de transfiguração, processo lento, nem sempre ascendente e linear, só possível na medida em que aprendemos com Jesus a Escutar a voz de Deus e obedecermos, como Ele, à Sua vontade. É isto mesmo que nos diz hoje a voz vinda do Céu: “Este é o meu Filho muito amado. Escutai-O”.
Não se trata de um convite. É uma ordem, porque, só escutando “o Filho muito amado”, fazemos nosso o seu caminho, sem medos, apesar das dificuldades no processo de transfiguração permanente a que Deus nos desafia todos os dias, mas especialmente em cada Quaresma.

P. Fausto

in Diálogo 1691 (II Domingo da Quaresma – Ano A)

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