Atenção aos verbos !

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De tão extensa e complexa, a matéria do “Sermão da Montanha” é faseada pelo Mestre, para que todos, sem desanimarem, a possam assimilar.
É um processo permanente de renovação de coração para conjugar alguns verbos, como amar, dar, oferecer, emprestar, que, embora no imperativo, não são ordens para cumprir, mas portas generosas que indicam os caminhos capazes de quebrar qualquer espiral de violência.
Quando Jesus diz para não resistirmos ao homem mau ou oferecermos a esquerda quando nos batem na direita ou amarmos os nossos inimigos e orarmos por aqueles que nos perseguem… não quer fazer de nós discípulos sem personalidade e apoucados ou pessoas felizes por sermos humilhados e espezinhados, nada disso, mas tão só lembar-nos os mecanismos mais eficazes em desactivar toda a espiral de vingança entre pessoas, nações e o próprio cosmos. Porque a violência produz sempre mais violência.
Se então nos contentarmos em conjugar o verbo retribuir, não passamos de pagãos, apesar de muito religiosos. E o mesmo se passa, se não ajudarmos os filhos e os netos a descobrirem que no verbo amar está o segredo da felicidade, e o princípio estruturante de uma sociedade humana e feliz que todos desejamos, e que temos obrigação de construir, por sermos discípulos de Jesus Cristo.

P. Fausto

in Diálogo 1689 (VII Domingo do Tempo Comum – Ano A)

 

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