Palavras sem Tempo !

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Se atendermos à linguagem, parece que Jesus se levantou hoje de mau humor. A sua proposta é clara e radical. Não há meios termos ou respostas parciais em matéria obrigatória: “ouvistes o que foi dito… Eu, porém, digo-vos…”
E não vale queixar-se ao Mestre que o sumário é grande, porque depressa nos responde que não dispensa nada da matéria anterior, ao dizer-nos como então: “se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus”.
É o próprio Mestre que diz que veio para aperfeiçoar quanto estava escrito, ao libertar a Lei dos abusos e interpretações farisaicas e insistir no primado da Caridade para com Deus e para com o próximo. A esta luz é santo não o que se contenta meramente em cumprir a lei, mas quem faz o que deve com amor.
No Evangelho de hoje parecem-nos duras e carregadas as palavras de Jesus, mas, por tão humanas, estão ao alcance de todos para sermos felizes, porque “quem quer o que Deus quer tem tudo quanto quer”. É essa felicidade que Jesus propõe em palavras que, parecendo-nos exageradas e radicais, não deixam de ser palavras de Vida Eterna.

P. Fausto

in Diálogo 1688 (VI Domingo do Tempo Comum – Ano A)

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