A alegria é possível!

 

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Num tempo em que tantos baptizados dão sinais de ansiedade, medo e até angústia, com teorias que anunciam o fim próximo do mundo, a pergunta dos discípulos de João Baptista, dirigida a Jesus, mantém-se actual: “És Tu, Aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?”
Dois mil anos passados, podemos formular a questão de outra maneira: damos ouvidos ao Evangelho, como Boa Nova, ou às teorias milenaristas, que provocam tanto barulho e atemorizam tanta gente?
Jesus não responde à dúvida de João Baptista, mas aponta factos que realizam os longínquos sonhos de Isaías, acerca do Messias: “os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados… e a boa nova é anunciada aos pobres”. Tudo sinais luminosos dum tempo novo, apesar das sombras que provo-cavam dúvidas no coração de João, então preso na cadeia.
Como no tempo de Jesus, há guerras, injustiças, tropelias, gente de mau coração…, mas há também tanto bem feito, que, por tão discreto, não luz, mas torna o mundo melhor, apesar de não nos darmos conta.
É verdade que é grande o rosário do sofrimento que afecta a humanidade e que pode trazer ao coração dúvidas, inquietações e angústia, mas é infinitamente maior a paciência e o Amor Misericordioso do nosso Deus que, não desistindo de nós, nunca nos abandona. É isto que Jesus anunciou e nós acreditamos. Por aqui passam também a alegria e a confiança em Deus, que nos desafia a viver este tempo, o nosso tempo, em Jubilosa Esperança.

P. Fausto

in Diálogo 1679 (III Domingo do Advento – Ano A)

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