“… e não deram por nada”!

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Entrámos no Advento e um novo ano litúrgico começou, sem acertos de relógio, ou sinais significativos de mudança… Apesar de tudo algo mudou.
Comer e beber, casar e dar em casamento não é mal, nem traz mal, mas, como no tempo de Noé, “Não deram por nada e o dilúvio a todos levou”.
Para que outra coisa nos quer vigorosamente alertar S. Mateus, cujo Evangelho nos vai este ano iluminar, senão para o perigo das vidas apenas absorvidas com a gestão do quotidiano, sem horizontes nem profundidade, apenas vidas de superfície ?
Os dias de Noé são os dias daqueles cujo projecto de vida pouco mais além vai que a satisfação das necessidades básicas, numa plataforma de comodismo e bem-estar. Este também pode ser o tempo de muitos cristãos que vivem sem saber porquê, nem para quê, e passam a vida sem dar por nada… mesmo que à sua beira haja quem chore ou seja vítima de violência, injustiça, fome, etc.
É para esta surdez e desatenção que S. Mateus quer chamar, desde já e vigorosamente, a nossa atenção. E com muita oportunidade o faz, porque o Advento é o tempo para despertarmos do sono das nossas rotinas e, “acordados”, prepararmos o nascimento do Emanuel.

P. Fausto

in Diálogo 1677 (Domingo I do Advento – Ano A)

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