A última Palavra!

 

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Com o ano litúrgico a caminhar para o fim, são bem avisadas as palavras do Evangelho deste domingo, o XXXIII do Tempo Comum, ao dizer-nos que “dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra”. Não é ameaça, sintoma de impaciência ou sinal de arrependimento de Deus por nos ter criado, mas alerta oportuno, porque, como diz o povo, “quem nos avisa nosso amigo é”.
Cada momento da história tem obstáculos e potencialidades, apresenta luzes e sombras, regista nascimentos e mortes. Em cada dia há um mundo que morre e outro que nasce, em processo mais dramático e doloroso pelos muros que se erguem, pelas trincheiras que se cavam, pelo desrespeito pela vida e dignidade do ser humano, pelo desleixo e abuso com que se “cuida” a casa comum, que é o nosso planeta, etc, etc.
Há terramotos, inundações, tsunamis, fomes, pestes e outros acontecimentos trágicos, sim, mas também ódios que se alimentam, guerras que se promovem e injustiças que se fazem … num caldo de violência e de morte, de que somos responsáveis. No meio de tudo isto, porém, a última palavra é de Deus. Uma palavra de ternura e conforto que sustenta a nossa esperança, uma palavra reveladora de atenção permanente aos mais pequenos detalhes da nossa vida, porque nem um cabelo se perderá, se formos perseverantes.

P. Fausto

in Diálogo nº1675 (XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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