E depois ?

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Para todos o tempo vai passando… e a morte também chega. E depois? O que “vê” para “além” quem não tem fé? Nada, uma parede de betão, um precipício sem luz nem fundo? O que resta? Apenas saudade efémera, própria de memórias curtas?
Com a fé abre-se uma janela para o futuro, a vida ganha sentido e a existência não esbarra com uma parede, nem termina num precipício, mas num encontro, num encontro pessoal com Deus, que amorosamente nos aguarda com generosidade e sem ressentimentos. É o que há-de acontecer, se o caminho das Bem-aventuranças também fôr o nosso caminho, trilhado todos os dias, apesar das nossas fraquezas, dúvidas e hesitações.
A eternidade não é, pois, coisa para rir ou troçar, como faziam os saduceus, mas para levar a sério. É segredo que também não abarco, mas sei que não é coisa de somar ou subtrair, nem resulta de méritos pessoais ou direitos de posse ou propriedade, mas de intensidade de amor de Deus e em Deus e de comunhão de uns com os outros. É isto a plenitude de vida. E é para esta plenitude que me ultrapassa, que sei que os batentes da porta da morte se abrem. Definitivamente.

P. Fausto

in Diálogo nº 1674 (XXXII Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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