Queria ver Jesus…

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Jesus no seu caminho para Jerusalém passa por Jericó, onde O aguarda um verdadeiro banho de multidão. Todos querem ver e ouvir Jesus. No meio deles há um homem de pequena estatura, mas com um enorme coração. Era muito rico e desempenhava um cargo de topo na hierarquia dos cobradores de impostos. Chamava-se Zaqueu.
Socialmente nem bem visto nem querido e religiosamente marginal, alimentava o desejo profundo de ver Jesus, mas a sua pequena estatura não o permitia. E ei-lo em cima de uma árvore para satisfazer o que não era só curiosidade, mas necessidade de encontrar alguém que lhe apontasse um sentido para a vida, o olhasse como homem e o respeitasse, apesar de não pertencer a qualquer elite religiosa ou social.
E Jesus, ao passar, levanta os olhos, e com grande familiaridade e infinito respeito apenas diz “Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa”. “Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria”. E sem lugar a juízos, condenações, prédicas ou sermões, aconteceu a Festa, apenas a Festa, porque “Zaqueu também é filho de Abraão”.
Num tempo em que as relações são apenas utilitárias e pouco gratuitas e o medo do futuro parece tolher o sonho, será que Jesus deixou de despertar curiosidade e gerar empatia, ou deixámos nós de O procurar ver e ouvir, para darmos em qualquer circunstância razões da nossa esperança?

P. Fausto

in Diálogo 1673 (XXXI Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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