Conversa fiada !

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A oração continua a ser o tema da catequese de Jesus, ao comentar o comportamento de dois homens na Sinagoga. Um era fariseu e o outro publicano. Duas pessoas de condição social e religiosa bem diferente.
O fariseu passava o tempo da sua oração a informar Deus dos seus méritos: eu jejuo, eu cumpro, eu pago, eu não sou como os outros, a começar por aquele ali atrás, e o publicano, pelo contrário, só pede misericórdia. Enquanto o fariseu se ufana das suas virtudes, o publicano, sem ousar levantar sequer os olhos, bate no peito, ao ver o filme da sua vida com misérias sem fim.
Ambos foram ao templo para orar, mas só um saiu justificado. E adivinhamos facilmente quem foi.
Quanto menos na oração empregarmos a palavra “eu”, mais agradável esta se torna aos olhos de Deus. Repare-se que no Pai Nosso, modelo de todas as orações, nunca encontramos “eu” ou “meu”, mas sempre “teu” e “nosso”.
O fariseu da história regressou a casa convicto das suas virtudes e presumida santidade, cheio de água benta, mas não purificado. O publicano, pelo contrário, não ousa comparar-se, não se justifica, assume o passado com humildade e reencontra-se consigo mesmo e com Deus. E regressa a casa em paz.

P. Fausto

in Diálogo 1672 (XXX Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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