Orar Sempre ?

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Um belo dia um dos discípulos pediu a Jesus: “Senhor, ensina-nos a orar, como João também ensinou os seus discípulos”. E ensinou-lhes o Pai Nosso. Hoje, para nos falar de oração, convida-nos para a escola de uma mulher pobre e viúva, que pede insistentemente ao juiz corrupto que lhe faça justiça.
Jesus propõe-na como modelo porque, apesar de frágil e indefesa, tem consciência da sua dignidade, não se conforma com a injustiça, não cede à arrogância do juiz, nem desanima com o passar do tempo. É uma mulher que sabe o que quer e luta pelo que quer, mesmo que tudo aconselhe a desistir. É uma lutadora!
Na nossa vida há altos e baixos. Há momentos em que tudo parece ruir.
E Deus em silêncio, parecendo mesmo desinteressado da nossa situação e indiferente à nossa sorte, apesar dos nossos pedidos e orações!
Precisará mesmo Deus de ouvir os nossos pedidos, ou não teremos nós de aprender a “orar sempre sem desanimar”?
Não são as orações e pedidos que fazem da nossa vida uma oração, mas a consciência de que somos de Deus e vivemos com e para Ele. Quando rezamos é para pedir coisas a Deus, mas o que Deus verdadeiramente nos quer dar é a Si Mesmo. E é isso que nos faz falta. E é isso que não pedimos.

P. Fausto

in Diálogo nº1671 (XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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