Pecados de omissão

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Jesus continua a apresentar-nos parábolas, a que jamais o tempo tira o brilho e a actualidade. Desta feita é a parábola de um homem rico, que vivia “à grande e à francesa”, indiferente ao que se passava à sua volta. Eram tantos os banquetes que dava e tão preenchida tinha a vida, que nem tempo tinha para dar pela presença de um pobre faminto e doente, mas com nome, que jazia à porta da sua quinta.
Felizmente o tempo corre para todos e a hora de ambos chegou. Mas com desfechos diferentes.
A diferente sorte final do rico não se deve à sua condição social ou financeira, porque não se condena pelo facto de ser rico, mas porque dispensa Deus do seu projecto de vida e se nega a partilhar um pouco que seja dos seus bens com o pobre, que está a morrer de fome à sua porta.
O rico não faz mal a Lázaro. Apenas o ignora. O seu pecado é a indiferença. É o representante acabado de uma sociedade de consumo e egoísta.
Há pecados de acção, mas, a esta luz, pode-se continuar a dizer que o mal maior que podemos fazer é não fazer o bem.

P. Fausto

in Diálogo 1668 (XXVI Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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