Que vale mais?

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O povo diz que “anda meio mundo a enganar outro meio”. Mas há-de chegar o momento de prestar contas. Todos e cada um. E agora? Que vale mais, o que se acumulou ou o que se partilhou?
Na óptica de Deus, na hora da verdade, o que se tem não se leva, porque só tem valor o que se deu com amor.
Jesus, na história que hoje conta, ao dizer que “não podemos servir a Deus e ao dinheiro”, não diaboliza a riqueza, mas chama a atenção dos discípulos de todos os tempos para a impossibilidade de termos na vida dois senhores ou “dois amores”.
Quem “serve o dinheiro” procura acumular… faz contas e recontas, constrói celeiros maiores, põe alarmes e reforça as medidas de segurança para se acautelar. Ao contrário deste, quem aposta no “modo solidário de habitar o mundo” já serve a Deus, mesmo que não seja movido explicitamente pela fé.
A esta luz, podemos, então, dizer que não são as riquezas que nos “levam ao céu”, mas o bem que fazemos com as riquezas que temos. E os cristãos, sabendo que “a fé sem obras é morta”, são duplamente responsáveis pelo bom uso dos seus bens.

P. Fausto

in Diálogo 1667 (XXV Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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