Pergunta obrigatória !

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“Quem dizem as pessoas que eu sou”? A avaliar pelas respostas dos discípulos, vemos que Jesus está com níveis de cotação bem elevados. Mas não é isso o que pretende e não trabalha para as sondagens.
Porém, o tempo de caminhada com os discípulos justifica já um exame, com apenas uma pergunta: “E vós quem dizeis que eu sou?”
Aqui não valem as opiniões dos outros, as respostas dos livros ou as sínteses de doutrina, retiradas do fundo do baú da memória. A resposta a esta questão só pode ser dada “coração a coração”, desarmada e sem filtros. Assim aconteceu com Pedro.
Como então, Jesus coloca hoje a mesma questão a cada baptizado: Quem sou eu para ti ? Mais uma vez não convence a resposta teórica de livros ou catecismos, mas tão só aquela pessoal, imperfeita, de cada um, diferente da de Pedro em que se apoia a fé da Igreja.
Para ser cristão, hoje como ontem, não basta decorar fórmulas e cumprir preceitos… mas entender o que Jesus diz “Se alguém quiser seguir-Me, renegue-se a si mesmo, pegue na sua cruz todos os dias e siga-Me”. E a questão não é procurar a cruz, porque ela nasce e vive connosco, mas integrá-la de modo sádio na nossa escala de valores.
Numa sociedade tão obcecada na eliminação do sofrimento e na procura desenfreada do progresso, torna-se cada vez mais incompreensível esta linguagem e difícil o desafio, mas é o único que Jesus faz aos discípulos de todos os tempos.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1662 (XII Domingo do Tempo Comum – Ano C)

 

 

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