Como línguas de fogo…

pentecostes_C

 

No Domingo, os Apóstolos, convidados para um pequeno passeio até Betânia, foram surpreendidos com a Ascensão de Jesus ao Céu, mas não havia sinais de tristeza ou insegurança pela partida, mas de enorme alegria, no seu regresso a Jerusalém.
Jesus fizera muito bem o Seu “trabalho de casa” e preparou sabiamente durante estas semanas os discípulos para a Missão que os esperava. Ele saiu do seu convívio, é verdade, mas não se afastou dos Seus, a quem garantira fidelidade e a quem prometera o Paráclito. É o que celebramos hoje com esta solenidade, com que termina o Tempo Pascal e cujo Evangelho descreve alguns traços do Espírito Santo: “E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco… e que vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse”.
No dia do Pentecostes, em Jerusalém, todos ouvem, estupefactos, os apóstolos falarem na sua língua materna, porque, graças ao Espírito Santo, bem cedo se percebeu que a única linguagem perceptível por todo o ser humano é a linguagem do Amor. Era o que faziam os apóstolos com grande alegria e entusiasmo.
Também hoje é o mesmo Espírito que anima a Igreja e nos impele ao cumprimento do “Mandamento Novo”, que faz de cada baptizado um verdadeiro, audaz e destemido discípulo de Jesus Cristo.

P. Fausto

in Diálogo 1660 (Domingo de Pentecostes – Ano C)

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