“Como Eu vos amei…”

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Já lá vão algumas semanas em que surpreendentemente o sepulcro foi encontrado vazio, sem que se vislumbrasse qualquer explicação, que trouxesse a paz ao coração dos amigos de Jesus.
Logo, porém, nessa tarde, sem ninguém contar, Jesus inicia um ciclo de aparições aos apóstolos, tratando logo de lhes recuperar a memória, com a graça do Espírito Santo, ao soprar sobre todos. E assim tem conservado um ritmo de encontros, em casa ou à beira mar, em que concede aos apóstolos o “poder de perdoar os pecados”, responde às dúvidas de Tomé, confirma Pedro num serviço especial à Igreja, e agora parece aproveitar o tempo a preparar proximamente a Sua partida para o Pai. Não está mesmo nada fácil.
É neste contexto de afastamento físico de Jesus, que devemos ler e reter o discurso feito na última ceia: “Meus filhos… como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos”. É um mandamento novo, radicalmente novo, dirigido a todos os discípulos de todos os tempos e lugares, sem excepção, porque propõe como ideal e regra de vida não apenas “amarmo-nos uns aos outros”, mas amarmo-nos como Ele nos amou. É e será sempre este o distintivo do agir cristão.
Precisaremos de saber mais coisas, ou apenas de cumprir o “Mandamento Novo do Amor”, para sermos reconhecidos como verdadeiros discípulos?

P. Fausto

in Diálogo nº1657 (V Domingo de Páscoa – Ano C)

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