Haja Festa !

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Este já é o quarto Domingo da Quaresma e os apelos à conversão têm sido numerosos. Desta feita, porém, Jesus, em resposta às críticas pela proximidade e convívio que mantinha com os publicanos e pecadores, brinda-nos com uma história, a mais bela e comovente das que contou em toda a Sua pregação.
Numa página, numa apenas, Jesus, magistralmente, em palavras simples, dá-nos conta da Sua missão, revela as profundezas do coração misericordioso e terno de Deus e descreve com realismo o limite a que a história libertina e vagabunda pode levar um homem. Uma Maravilha!
O personagem central da história contada no Evangelho de hoje é o de um pai que ama incondicionalmente os seus filhos, respeita os seus projectos de vida e aguarda sempre com infinita paciência a ocasião para lhes demonstrar o seu amor compreensivo, terno e misericordioso.
É um pai que conhece bem os filhos, e, apesar de discordar das suas opções de vida, não os julga nem absolve, não repreende nem castiga, não faz contas às lagrimas vertidas e faz festa rija quando vê, finalmente, a família reconciliada e feliz. É um pai que mantém sempre a porta de casa aberta para acolher e que corre ansioso ao encontro dos filhos, para lhes demonstrar toda a alegria e ternura do seu amor.
É assim que Jesus nos revela Deus, que nos ama sem lógica e sem medida. Excessivo em ternura e misericórdia, este Deus não será nunca compreendido e aceite pelos fariseus de qualquer tempo, mas é o Único e Verdadeiro. É o nosso Deus! O Deus de Festa!

P. Fausto

in Diálogo 1650 (IV Domingo da Quaresma – Ano C)

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