“Se não vos arrependerdes…”

 

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Sempre ao longo da história aconteceram fenómenos que deixaram rastos profundos de destruição e morte. Agora, porém, a sua frequência e violência são de tal modo notórias, que nos aconselham a levar ainda mais a sério o alerta de Jesus no Evangelho deste domingo, porque é cada vez mais clara a mão do homem neste rosário doloroso de acontecimentos, que afectam a humanidade.
Terá Deus perdido o controle das forças cósmicas ou gozará em tornar mais infernal a vida dos homens? Ter-se-á zangado connosco e apressado o calendário na execução de penas a infligir à humanidade? Nada é mais errado.
O desabamento da torre em Siloé ou das Gémeas em Nova York, os ciclones, as secas, e muitos outros fenómenos que afetaram ou afetam dramaticamente a humanidade, não podem ficar apenas no rol noticioso das catástrofes, mas devem ser um apelo forte à nossa conversão.
Na verdade, se o homem não arredar caminho, se não respeitar mais a vida e a natureza, se não se tornar mais solidário e construtor de justiça e de paz, e, sobretudo, se apostar num mundo à margem de Deus, esta casa comum, que é a nossa terra, vai-se desmoronando, com consequências cada vez mais dramáticas. E o alerta de Jesus está no Evangelho de hoje: “se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante”.
O que nos vale é a paciência infinita de Deus, que aguarda a nossa conversão e “passa a vida” a consolar-nos, a limpar as nossas lágrimas e a manter viva a nossa esperança.

P. Fausto

in Diálogo 1649 (Domingo III do Tempo da Quaresma – Ano C)

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