Desafios da Quaresma… [2]

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No 2º Domingo da Quaresma é o Evangelho da Transfiguração que nos ilumina. Com Pedro, João e Tiago, também nós subimos ao monte, para acompanhar Jesus na oração, e “enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente”.
Tudo era luz e beleza, e era tão intensa a felicidade, que Pedro desabafou: “Mestre, como é bom estarmos aqui”. Não ficámos, porém, muito tempo, porque uma nuvem escura e densa nos devolveu à realidade e obrigou-nos a descer à planície. E Jesus veio connosco.
Na vida há momentos de tudo, de descida, de sofrimento e de deserto, mas também de exultação, de entusiasmo, de conforto, quase de plenitude, mas Jesus ensina-nos que, em qualquer circunstância, só a Oração e a Escuta, tornando luminosa a existência, apesar de tantas vezes dispersa, corrida e sofrida, nos devolvem a serenidade ao rosto, a limpidez aos olhos e misericórdia ao coração.
Todos estamos em processo de transfiguração que só acaba quando Deus entender, porque se realiza no tempo da nossa existência, vivida em chave de peregrinação em crescendo de intimidade com Deus e de comunhão com os outros.
O jejum, a oração e a esmola continuam a ser, em síntese, os desafios comuns que a Igreja faz, há séculos, para se viver o tempo santo da Quaresma.

P. Fausto

in Diálogo 1648 (II Domingo da Quaresma – Ano C)

 

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