Dois dedos de Liturgia (100)

 

 

– Proclamação da Palavra e a escuta

proclamacaopalavra

O primeiro que escuta é Deus: “Eu vi a situação miserável do meu povo, no Egipto; escutei o seu clamor”. E promete-lhes, por meio de Moisés: “Se eles clamarem por Mim, escutarei o seu clamor” (Ex 3,7; 22,21). Ao povo de Israel inculca-se-lhe esta primeira disposição diante de Deus: “Escuta, Israel!” (Dt 6,4), o famoso “*Shemá Israel”, que é um bom resumo da sua fé. Também no Novo Testamento a atitude de escuta é a primeira resposta de acolhimento ao que Cristo anuncia. Os bons ouvintes merecem esta bem-aventurança: “Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11,28). Com razão se louva a Virgem Maria porque acolheu a Palavra: “acolheu a vossa Palavra e guardou-a no seu coração” (Prefácio mariano IV).
Na Liturgia, todos são convidados a escutar com atenção as diversas palavras que são proclamadas: orações, cânticos, homilia, Salmos… mas, sobretudo, a Palavra de Deus que as leituras bíblicas transmitem. Por isso, quando alguém proclama a Palavra ou se fazem as orações próprias do presidente, a assembleia não deve acompanhar lendo de qualquer tipo de suporte.

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