A comunidade é o lugar preferente do encontro com Deus, por isso, na Igreja nascente não se valorizava tanto o espaço, mas a reunião da comunidade. Só a partir do século IV é que começaram a surgir as primeiras igrejas e basílicas, espaços expressivos da dignidade do que se celebra e aptos para ajudar pedagogicamente ao clima de oração comunitária.
Nas primeiras construções construiram-se espaços que ajudavam a tomar consciência da entrada num novo espaço, num espaço diferente daquele em que se vive. Ajudava a caminhar para o Sagrado. Hoje, já não temos estes apoios exteriores. Hoje este caminho faz-se interiormente. Para um encontro mais frutífero é necessário preparar-nos para tal. Fica a questão: como preparo o encontro com Jesus?
Fica um ajuda: “O principezinho voltou no dia seguinte.- Era melhor teres vindo à mesma hora – disse a raposa. – Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três, já eu começo a estar feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito… Precisamos de rituais.” (O Princepezinho de Antoine de Saint-Exupéry)
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