Para ser Feliz…

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Se no domingo, à beira mar, Jesus teve dificuldade em se ouvir por causa da multidão, hoje os que o querem ver e ouvir são bem mais e de mais longe. E Jesus aproveita para proferir um dos mais belos e desconcertantes discursos de toda a sua vida pública, sem falar de leis, de moral, mas apenas de felicidade.
Ao arrepio do pensar comum, Jesus deixa-nos as bem-aventuranças, não como receita masoquista para a felicidade, mas como o único caminho capaz de recriar o mundo que tanto desejamos, consolidado na paz, na justiça, na bondade e na sinceridade.
Ao contrário do que muitos possam pensar, Jesus não abençoa a pobreza, as lágrimas, ou qualquer tipo de sofrimento que bata à nossa porta, mas diz claramente que se pode ser feliz, apesar da pobreza, do sofrimento e das perseguições…, porque o segredo da felicidade não está na carteira recheada, na saúde de ferro, no grupo de “amigos”, ou em qualquer outra circunstância, mas na qualidade da nossa relação com Deus, com os outros e connosco mesmo.
Neste sentido, a bem-aventurança nunca estará ao alcance de quem faz depender a felicidade das circunstâncias do presente, ou de quem tem o coração tão cheio, que Deus e os outros não têm lugar.
Quem tiver dúvidas, pergunte a Francisco de Assis, a Teresa de Ávila ou a Teresa de Calcutá (ou a qualquer outro santo) o segredo para ser feliz. E concluirá que o único caminho continua a ser o das bem-aventuranças.

P. Fausto

in Diálogo 1644 (VI Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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