Lições de Nazaré!

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O culto na Sinagoga de Nazaré decorria em ambiente de muita curiosidade, e até de admiração, com o discurso claro e luminoso de Jesus. Depressa, porém, os olhos, que desde o princípio nEle estavam fixos, se viraram para a porta de saída, e o coração, antes desperto pela novidade da doutrina, tornou-se duro e frio. E todos se levantaram para lançar Jesus ao precipício e calar a Sua voz incómoda.
O Deus que os de Nazaré esperavam que Jesus anunciasse, era um Deus ao jeito de cada um, que desse pão quando necessário e saúde quando preciso. Um Deus de milagres e de soluções à medida. Dos judeus preferencialmente. E esse não é o verdadeiro Deus.
O Deus dos milagres e das soluções salvíficas ao alcance das mãos, também querido por muitos cristãos, é um Deus que se afirma pelo poder, um Deus que gosta ser obedecido e reconhecido, a ser amado em liberdade. Um Deus de todos, mas que ama especialmente alguns.
Este não é o Deus anunciado pelo profeta Isaías, e confirmado por Jesus, na Sinagoga de Nazaré. Este também não é o nosso Deus, que nos quer felizes, luminosos e livres de máscaras e medos, apesar das “partidas” que a vida nos prega.
A tentação de querer um Deus “à nossa imagem e semelhança”, sujeito aos nossos amores, humores e necessidades, é permanente. Há que estar prevenidos e sempre atentos à mensagem e ao comportamento de Jesus, para vivermos hoje à altura da missão de Seus discípulos e missionários.

P. Fausto

in Diálogo 1642 (IV Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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